Vacinas

Os recém-nascidos prematuros que tenham nascido com peso superior a 2 Kg devem receber as vacinas do calendário de imunizações normalmente. Já os recém-nascidos prematuros, com peso de nascimento inferior a 2Kg devem adiar a realização da BCG até que atinjam o peso de 2 kg, e devem receber uma quarta dose de hepatite B, sendo a segunda e a terceira doses com um mês de intervalo e a quarta dose seis meses após a segunda; ou aguardar para realização da primeira dose de Hepatite B quando a criança completar 2 kg (se a mãe apresentar sorologia para Hepatite B negativa). Deve seguir o calendário de imunizações para as demais vacinas, respeitando-se os intervalos entre as doses. O uso de vacinas acelulares contra a coqueluche é preferido, em função da sua menor reatogenicidade.

Prematuros que desenvolvem doença respiratória crônica tem indicação de profilaxia com anticorpo monoclonal específico para o vírus sincicial respiratório (VRS) denominado palivizumabe. Esse vírus assume fundamental importância quando acomete recém nascidos prematuros, apresentando risco aumentado de evolução mais grave. A frequência de hospitalização neste grupo chega a ser 10 vezes maior do que em recém nascidos de termo.

A Sociedade Brasileira de Imunizações propõe a recomendação do uso de palivizumabe nas seguintes situações:

  • Altamente recomendado: para recém-nascidos pré termo de até 12 meses de idade que nasceram com idade gestacional inferior a 28 semanas; para recém-nascidos com displasia broncopulmonar e cardiopatias com até 2 anos de idade, desde que tenham recebido tratamento clínico nos últimos 6 meses.
  • Recomendado: para recém-nascidos pré termo até o sexto mês de idade que nasceram com idade gestacional de 29 a 32 semanas; para recém nascido pré termo até o sexto mês de idade que nasceram com idade gestacional de 32 a 35 semanas e que apresentem 2 ou mais fatores de risco: crianças institucionalizadas, irmão em idade escolar, poluição ambiental, anomalias congênitas de vias aéreas e doenças neuromusculares severas.

Deve ser aplicado por via intramuscular, mensalmente durante os cinco meses consecutivos do ano com alta circulação de VRS, o que geralmente corresponde aos meses de maio a setembro.

A Sociedade Brasileira de Pediatria e a Sociedade Brasileira de Imunizações fazem recomendações para a imunização das crianças fundamentadas em dados científicos que comprovam a eficácia das vacinas disponíveis no mercado, oferecendo proteção para as crianças brasileiras contra as principais doenças imunopreveníveis.

Os adolescentes frequentemente apresentam carteira de vacinação incompleta. Não é necessário reiniciar o esquema, e sim completá-lo.

O adolescente deve receber praticamente todas as vacinas do calendário básico.

Nesta faixa etária, a vacinação frequentemente é negligenciada e a carteira de vacinação está incompleta. Idosos que não tiveram algumas doenças, como sarampo, rubéola, varicela e hepatite A, ou que não receberam vacinação adequada, continuam expostos a essas doenças, que frequentemente tem manifestações mais graves nesta faixa etária. Idosos acima de 64 anos tem risco maior de desenvolver formas graves de determinadas doenças.

Caso não haja informação disponível sobre a vacinação anterior, recomenda-se considerar como não vacinado e seguir conforme recomendado pela SBim (Sociedade Brasileira de Imunizações).

DICAS

SOBRE VACINAS

  • A carteira de vacinação é válida em todo o território nacional.
  • Sempre que for à consulta pediátrica, leve este documento e mostre ao pediatra do seu filho.
  • Na carteira de vacinação deve constar a vacina realizada, o número do lote, a data, e o nome/rubrica da aplicadora.
  • Não existe contra indicação para a vacinação, exceto doenças febris e debilitantes. Neste caso consulte primeiramente o seu pediatra.
  • Evite atrasar as doses das vacinas.
  • As vacinas não devem ser realizadas antes das datas previstas.
  • Existem leis que exigem que o serviço público forneça algumas vacinas.
  • Sempre que houver dúvidas sobre Calendário Vacinal, entre em contato conosco.
  • Procure realizar suas vacinas em serviços credenciados e capacitados, evitando má conservação e inadequada proteção.
  • Evite utilizar antitérmicos de maneira preventiva antes da vacinação, eles podem interferir no resultado das vacinas. Só os utilize se dor ou febre.
  • Todas as vacinas licenciadas são seguras e eficazes, porém eventualmente podem falhar ou ocasionar efeitos colaterais, informe-se a respeito.

Porque vacinar seu filho?

O controle de inúmeras doenças como poliomielite, varíola, sarampo, rubéola, caxumba e tantas outras, foi obtido graças à utilização em larga escala de vacinas, que tem um papel fundamental na prevenção dessas doenças.

Essas doenças são mais fáceis de serem prevenidas do que tratadas. Formas graves de meningites, pneumonias, diarréias, hepatites e até câncer podem ser prevenidas através da imunização. Algumas destas vacinas precisam de doses de reforço, outras conferem imunidade por toda a vida.

 

O que é Calendário Vacinal?

É uma sequência cronológica de vacinas que se administram sistematicamente e cujo objetivo é obter uma imunização adequada da população contra as enfermidades para as quais se dispõe de vacinas.

Deve-se respeitar o número de doses, os intervalos e aplicação simultânea entre as diferentes vacinas do calendário.

 

Como é feita a vacina?

A vacina é composta de bactérias ou vírus cultivados em laboratórios. Esses agentes são tratados para que percam o seu poder de contaminar, mas não a capacidade de estimular a produção de anticorpos que são os responsáveis pela defesa do corpo. Podemos utilizar microorganismos mortos, frações deles ou ainda vivos e atenuados. Algumas vacinas mais atuais utilizam técnicas de engenharia genética, não se utilizando os microorganismos para confeccioná-las.

Uma vez que a vacina é aplicada, induz o organismo a produzir os anticorpos como se estivesse contaminado pelo agente, mas sem adoecer. A partir daí, toda vez que a pessoa entrar em contato com o “germe de verdade”, contra o qual foi vacinada, irá produzir os anticorpos e estará protegida.

 

Porque vacinar quando as crianças são pequenas?

Todas as crianças quando nascem, têm defesa contra algumas infecções que a mãe tenha tido ou contra as quais tenha sido vacinada anteriormente, pois os anticorpos podem ser transmitidos através da placenta e do leite materno.

Essas defesas transferidas pela mãe vão se esgotando à medida que a criança vai crescendo, surgindo a necessidade da fabricação de seus próprios anticorpos. É justamente nessa fase da vida que as doenças são mais frequentes e costumam se apresentar de forma mais grave com maior mortalidade.

As vacinas visam a proteção dos pequenos bebês, e retardar seu início é um equívoco que deve ser evitado.

 

As vacinas precisam de cuidados especiais para que funcionem adequadamente?

Para garantir a segurança e eficácia das vacinas , elas devem ser armazenadas a uma temperatura entre 2º e 8º C, conforme instruções do fabricante e normatização do Ministério da Saúde. As vacinas em nossas unidades são mantidas rigorosamente controladas em refrigeradores especiais para imunobiológicos com termômetros especiais e geradores próprios.

 

Se o meu filho está com a vacinação em dia, preciso levá-lo às Campanhas Nacionais de Vacinação?

Não é obrigatório. Se seu filho recebeu todas as doses necessárias para garantir a eficácia da vacinação contra a Poliomielite, não há necessidade de receber nenhuma dose extra. Entretanto se seu filho está numa instituição como creches ou escolinhas, recomenda-se a vacinação em campanhas porque as doses adicionais reduzem a circulação do vírus selvagem na comunidade e proteção aos demais.

 

Qual a diferença entre as vacinas do posto de saúde e de uma clínica particular?

Algumas vacinas importantes não são aplicadas na rede pública, embora sejam testadas, aprovadas e recomendadas pelas sociedades médicas. Meningites, Hepatite A, e Varicela são exemplos.

Outras, disponíveis na rede particular já apresentam uma geração mais moderna, podendo ser aplicadas, combinadas com outras vacinas reduzindo o número de injeções, outras mais abrangentes, além de algumas delas serem mais purificadas, com menor possibilidade de eventos adversos.

 

Se houver atraso, necessito recomeçar o esquema?

Há um conceito em vacinologia que diz: “Dose aplicada é dose válida”, isto quer dizer, não importa há quanto tempo uma dose de qualquer vacina tenha sido aplicada, ela é considerada válida, e não devemos reiniciar o esquema vacinal, e sim completá-lo com o número de doses suficiente para a adequada proteção.

Lembramos que os atrasos devem ser evitados, e sempre que possível as datas de retorno obedecidas. Eventuais pequenas antecipações ou atrasos não interferem na eficácia da vacina.

 

As vacinas podem causar doenças?

Algumas vacinas são inativas, isto é, não há microorganismos vivos na vacina capazes de causar doenças. Outras utilizam na sua confecção microorganismos vivos e atenuados, capazes de gerar proteção (produção de anticorpos) sem causar doenças.

Eventuais eventos adversos que possam ocorrer com algumas vacinas, não se relacionam com a doença, e sim com efeitos colaterais leves e transitórios.

O seu navegador está desatualizado!

Atualize o seu navegador para ter uma melhor experiência e visualização deste site. Atualize o seu navegador agora

×